União deve ampliar oferta

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Patrick Costa diretor-executivo da Rede Imvista

A Rede Imvista Negócios Imobiliários acaba de firmar uma parceria com a Lopes, maior empresa de vendas e consultoria de imóveis do país. Com o acordo, a empresa mineira pretende potencializar suas vendas, já que poderá atuar em mais 12 Estados brasileiros.
Com o intuito de potencializar suas vendas, a Rede Imvista Negócios Imobiliários acaba de firmar uma parceria com a Lopes, maior empresa de comercialização e consultoria de imóveis do Brasil.
O acordo prevê o compartilhamento entre os bancos de dados da Imvista e da Pronto!, unidade da Lopes responsável pelos imóveis seminovos. A empresa mineira também poderá comercializar os lançamentos da parceira, gerando um aumento na oferta de imóveis. Vale lembrar que o acordo não significa fusão, já que a Rede Imvista continua com gestão própria.
Em entrevista a O TEMPO, o diretor-executivo da Rede Imvista, Patrick Costa, falou sobre o projeto e sobre os benefícios da parceria.
Qual a importância da parceria entre a Rede Imvista e a Lopes Pronto Imóveis? Como ela funcionará e quais benefícios trará para a empresa e os clientes? Em um mercado cada vez mais competitivo, em que parcerias estratégicas devem ser traçadas com base na profissionalização dos processos, pretendemos uma maior oferta para as classes com poder aquisitivo mais elevado, bem como a possibilidade de comercialização dos lançamentos imobiliários da Lopes Imóveis.
Já a Lopes contará com uma carteira de aproximadamente 20 mil imóveis avulsos para comercialização, além da "capilaridade" da Rede Imvista, espalhada por mais de cem pontos de vendas na região metropolitana de Belo Horizonte.
Quem ganha com tudo isso é o nosso cliente, que passará a ter disponível uma estrutura ainda mais forte e consolidada para a venda do seu imóvel.
Como o convênio irá interferir no relacionamento da empresa com o mercado? Embora a Rede Imvista seja uma empresa jovem, desde que foi fundada, em julho de 2008, se configura como a cooperativa que mais cresce no mercado imobiliário do Estado. Nascido da ideia de seis experientes profissionais da área, o grupo, com mais de cem imobiliárias, soma um banco de dados com aproximadamente 20 mil imóveis, que consolidam e alicerçam a empresa como uma das maiores estruturas de rede do país.
A parceria com a Lopes Pronto Imóveis irá favorecer a abrangência de atuação das duas partes de maneira estratégica e imprimir mais expressão no mercado de lançamentos imobiliários, uma vez que este segmento se difere pela forma mais direta e rápida de abordagem aos clientes compradores.
Novos setores de atuação também podem surgir? Quais os principais tipos de imóveis com que a Rede Imvista trabalha? Existem planos para atuar em novas áreas neste ano? Com um sistema de "capilaridade" espalhado por toda a região metropolitana, contamos hoje com aproximadamente 20 mil imóveis à disposição de nossos corretores para ofertas aos clientes compradores de imóveis de todos os perfis.
Com essa parceria, pretendemos aumentar nossas ofertas em imóveis para clientes com poder aquisitivo mais alto, bem como os lançamentos imobiliários para todos os segmentos.
Outra novidade é a possibilidade de oferta do Credipronto, que consiste em um financiamento mais ágil e menos burocrático aos nossos clientes. Contudo, esperamos em 2012 um crescimento mais consolidado, abrangendo o interior e outros Estados.
Como tem sido o desempenho da empresa nos últimos anos? Por se tratar de uma rede ainda nova, a Rede Imvista conquista números expressivos a cada ano. Esperamos agora a consolidação de nossa marca na região metropolitana e a ampliação de nossa atuação no interior e fora de Minas Gerais.
Como você analisa o atual mercado imobiliário em Belo Horizonte? Passamos por um momento de reflexão, com um déficit habitacional na região metropolitana de Belo Horizonte em torno de 116 mil domicílios. Esse é um dado oficial do Ministério da Cidade, calculado pela Fundação João Pinheiro, e gera expectativa de crescimento no setor. Com a entrega de muitos imóveis que foram lançados nos últimos três anos, a tendência é que ocorra um aumento nas ofertas de imóveis avulsos para a comercialização.
Que regiões da cidade você acha que vão deslanchar no âmbito de novos projetos e lançamentos? Existe alguma que esteja ganhando uma atenção especial da Rede Imvista? O vetor norte da capital, devido ao Centro Administrativo e ao Aeroporto Internacional de Confins, bem como a saída para o Rio de Janeiro, que engloba o Vale do Sereno e a região do Alphaville, se destaca com os crescentes números de lançamentos imobiliários. Já na região metropolitana, as cidades de Contagem, Betim, Lagoa Santa e Sete Lagoas estão em evidência. A Rede Imvista está atenta a todas as regiões devido à sua presença e a capilaridade de atendimento nesse setor.
Os preços dos imóveis na cidade tendem a subir ainda mais? Como esses valores devem ficar em 2012? Acredito que os valores continuem a subir, porém, em uma velocidade menor, devido ao ajustamento das ofertas. A expectativa de crescimento deverá acompanhar a economia.

Fonte: Johnatan Castro/ Jornal O Tempo


Correção de contratos de aluguéis no ano que vem será de 5,1%

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Correção de contratos com vencimento em janeiro e atrelados ao IGP-M será de 5,1%, menos da metade do reajuste de 11,32% aplicado no início de 2011. A regra não vale, contudo, para renovação ou novos acordos

Foto: Google Imagens
O próximo ano vai começar melhor do que 2011 para quem mora de aluguel. Os brasileiros que têm contrato reajustado em janeiro pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) vão desembolsar 5,1% a mais pela parcela mensal em 2012. O reajuste, contudo, representa menos da metade da correção aplicada no início deste ano: 11,32%. E tendência suguirá favorável aos inquilinos. A aposta dos especialistas é de que a inflação da locação de imóveis continuará desacelerando. Todavia, para os contratos que acabarão no início do ano, se renovados, o impacto ainda será pesado no orçamento das famílias — nessas situações, a correção costuma acompanhar a lei de mercado, ou a valorização do imóvel, que, em algumas regiões, pode representar aumento superior a 20% sobre o aluguel antigo.
O consumidor precisa ficar atento ao contrato. Normalmente, o documento prevê prazo de validade de dois anos e meio e a cada 12 meses é reajustado de acordo com a variação de um índice de inflação — o mais comum no Brasil é o IGP-M. Ao fim de 30 meses, inquilino e proprietário têm de sentar à mesa para negociar o novo valor do aluguel. “Antes do vencimento do contrato, ele só pode ser reajustado pelo índice que está no contrato. É a lei. Qualquer coisa fora disso está errado”, explicou Ovídio Maia, corretor e vice-presidente do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF).
O produtor audiovisual Rodrigo Neiva, 32 anos, mora há um ano em um apartamento alugado com a esposa. Em janeiro, vai sofrer o primeiro reajuste. “O valor vai passar de R$ 625 para 656,88, um aumento de R$ 31,88”, calculou. “Mas, com o desconto de pontualidade, ficará um pouco mais barato”, avaliou Rodrigo. A correção vai apertar o orçamento, mas, quando optaram pelo aluguel, ele e a esposa levaram em conta os reajustes anuais. “Procuramos para comprar, mas não achamos nada interessante. Tivemos sorte no aluguel. Nosso apartamento é muito bom e tem um preço legal”, justificou.

Queixas

Especialistas afirmam que é preciso ficar bem atento ao contrato na hora de alugar um imóvel, sobretudo em relação às cláusulas que falam sobre atualização de valores. “A maioria das reclamações são de pessoas que confundem as correções do contrato em vigência com o reajuste que será cobrado em um novo acordo”, afirmou Maia. “São situações diferentes”, reforçou. Queixas recorrentes também surgem, segundo ele, quando os contratos são feitos entre as partes e sem o auxílio de um advogado ou de um profissional especializado. “Isso quase sempre pode levar a brigas na Justiça”, observou.
O IGP-M de dezembro, divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou deflação de 0,12% em relação a novembro, quando a inflação medida pelo índice atingiu 0,50%. Foi o recuo do último mês que ajudou a produzir a boa notícia aos inquilinos que vão corrigir seus contratos em janeiro. Para chegar ao número fechado de 2011, a FGV fez uma ponderação entre três índices de inflação: o de Preços ao Consumidor (IPC), o de Preços ao Produtor Amplo (IPA) e o Nacional de Custos da Construção Civil (INCC).
O número negativo de dezembro foi registrado devido a um recuo nos preços aos produtores. Comparada a novembro, a carestia para o setor produtivo recuou 0,48%. Itens primários tiveram papel decisivo nesse resultado. Os principais grãos e o minério de ferro ficaram mais baratos no mês. “Com a desaceleração econômica, o medo de uma recessão e a China sofrendo impactos indiretos de tudo isso, o cenário favoreceu uma redução nos preços das commodities (produtos básicos com cotação internacional), um impacto que só chegou efetivamente ao Brasil neste mês”, explicou Salomão Quadros, economista da FGV.

Alimentação

Entre os itens que ficaram mais baratos, os destaques ficam com o minério de ferro (queda de 6,96%), milho (-7,04%), soja (-3,53%) e leite (-2,53%). Equipamentos usados pela indústria também registraram recuo de 0,5% nos preços. Para os especialistas, as baixas registradas na inflação para o setor produtivo serão repassadas em breve às famílias. “A tendência é de que o IGP-M, puxado pelas commodities, continue a desacelerar”, projetou Quadros.
Contudo, enquanto os valores menores não alcançam o bolso do brasileiro, alguns produtos ainda incomodam e deixam o orçamento estrangulado. Os preços ao consumidor, pela avaliação da FGV, subiram 6,16% em 2011 e, em dezembro, o grupo alimentação ganhou o posto de vilão, com alta de 1,24%. As carnes dispararam 5,36%, as frutas subiram 4,37%, e os pães e biscoitos aumentaram 1,56%.

Em queda

O que influenciou a desaceleração do IGP-M em dezembro (Em %)

Batata inglesa -12,19
Limão -9,16
Tomate -7,55
Milho -7,04
Minério de ferro - 6,96
Soja -3,53
Leite -2,53

Fonte:  Victor Martins - Correio Braziliense

Rede Imvista promove Campanha Solidária de Natal e irá beneficiar 74 crianças

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011


Imagem: Rede Imvista/Divulgação

Buscando oferecer suporte e assistência para famílias carentes, a Rede Imvista promove neste ano a sua 1ª Campanha Solidária de Natal. Clientes, associados da rede e moradores da comunidade do entorno podem participar doando alimentos não-perecíveis, roupas e brinquedos até o dia 16 de dezembro.
Os donativos serão entregues na Creche Francisco de Assis, localizada no Bairro Esplanada,em Belo Horizonte, e beneficiarão 74 crianças acolhidas pela entidade. “A expectativa é angariar alimentos para no mínimo três meses”, espera Felipe Matos, diretor de criação da Agência True Comunicação, responsável pela divulgação da campanha.
Dados de uma pesquisa divulgada em julho deste ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) chamam atenção para a situação de misériaem Minas Gerais. De acordo com o instituto, são 900 mil pessoas vivendo em situação de vulnerabilidade social, tanto nos centros urbanos quanto no interior do estado. Esse número representa 4,6% da população do Estado.
Ainda com base no Ipea, 40% da população nessa condição têm baixa educação, sendo que a metade é formada por crianças e adolescentes. “Na hora do pedido de Natal a maioria das crianças preferem um emprego para os pais e até mesmo cesta básica. Quando você vê a carinha dessas crianças, fica gratificada e quer ajudar cada vez mais”, comenta Renata Cotta (foto), integrante do Comitê de Marketing e Propaganda da Rede Imvista que organiza a ação.
Ela lembra que, com a doação de alimentos e cestas básicas é possível possibilitar uma ceia natalina digna para famílias que vivem em situação de miséria. “Não existe preço para isso. Se as pessoas se colocassem no lugar do outro nessa época seria um começo para mudar esse mundo de miséria o ano inteiro”.
Há dois anos no mercado, a Rede Imvista conta com 100 pontos de vendas espalhados por Belo Horizonte e região metropolitana. Cada uma dessas unidades ficará responsável por recolher suas doações. Por meio de jornais, redes sociais e e-mail marketing a campanha já está sendo divulgada internamente e para o público externo. “A ideia principal é aproveitar a capilaridade da rede, o número de colaboradores, para internamente e através de parceiros e vizinhos das unidades da Imvista arrecadar o maior montante de roupas, alimentos e brinquedos”, explica Felipe.

Seja um voluntário

As doações de alimentos não-perecíveis, roupas e brinquedos, que serão entregues à Creche Francisco Assis podem ser feitas até o dia 16 de dezembro em qualquer uma das 100 associadas da Imvista ou por meio de agendamento prévio para a coleta dos donativos. Informações no (31) 2551-7550 ou pelo e-mail patrick@imvista.com.br.

Interior de Minas vai ganhar mais de 20 hotéis

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Foto: Divulgação

Os investimentos em hotéis ultrapassaram os limites da Serra do Curral e chegaram ao interior, em cidades distantes do burburinho que envolve a Copa do Mundo de 2014. Os empreendedores, nesses casos, não estão interessados na ocupação que vai se limitar aos dias nos quais o país vai respirar jogos de futebol. Eles farejam o crescimento econômico que já chegou às cidades mineiras de médio porte. Aprevisão é de que uma cifra que supera os R$ 300 milhões seja investida em pelo menos 24 empreendimentos hoteleiros que ficam fora dos limites de Belo Horizonte nos próximos quatro anos. E a expectativa é de que mais de 1,3 mil empregos sejam gerados nas operações dessas novas unidades. “Existe uma demanda. Esses empresários estão indo atrás do aquecimento da economia do interior. Não tem nada a ver com a Copa”, afirma a presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIH-MG), Rafaela Fagundes Vale.
Um dos grupos que descobriram Minas Gerais recentemente e já apostam na força de seu interior é o Sleep Hotels. De origem portuguesa, ele chegou no rastro da Design Resorts, empresa parceira que está à frente do Condomínio Reserva Real em Jaboticatubas (Vetor Norte de BH, perto da Cidade Administrativa e do aeroporto de Confins). O primeiro hotel do grupo no país foi lançado dentro do empreendimento imobiliário, o Twist Inn Reserva Real, com investimentos de R$ 40 milhões, e já conta com 55% dos 204 apartamentos reservados. O segundo, o Twist Inn Conselheiro Lafaiete (na Região Central de Minas), teve a pré-reserva lançada nessa terça-feira. O hotel vai contar com 144 apartamentos e investimentos de R$ 20 milhões. Para o primeiro trimestre de 2012, estão previstos mais três empreendimentos da mesma bandeira, em Minas: em Sete Lagoas (Região Central), Pirapora e Montes Claros (ambas no Norte do estado). O interior de São Paulo também receberá uma unidade do grupo, em São José do Rio Pardo.
Ao todo, serão R$ 117 milhões em investimentos nos seis primeiros Twist Inn, que vão gerar 235 empregos diretos. “O Brasil agora é a bola da vez da hotelaria mundial, com cidades que representam oportunidades para investimentos na área”, afirma o presidente-executivo do Sleep Hotels, Carlos Rosales. Português, ele garante que não há uma nova descoberta do país, mas um “reencontro com o Brasil”, que não deixa de ser interessante em um momento de crise na Europa. Para ele, a Copa do Mundo vai ser importante por agregar valor aos negócios brasileiros, mas terá uma repercussão limitada, de uns 30 dias, em várias cidades. “É um acontecimento pequeno dentro da vida de um hotel que pode ser muito grande. Por isso estamos em busca dessas cidades que têm desenvolvimento econômico e hoje já necessitam de boa oferta hoteleira”, explica. Ele adianta que além dos seis projetos que já podem ser divulgados outros estão em estudo em mais 20 cidades do interior de Minas, São Paulo e Bahia. Os empreendimentos são abertos para investidores e as unidades hoteleiras já disponíveis são oferecidas entre R$ 140 mil (Lafaiete) e R$ 195 mil (Reserva Real).

Longe de brigas
Outro grupo que focou seus negócios no interior foi o Vista Hotéis & Resorts. A bandeira já conta com 10 hotéis previstos para cidades mineiras de médio porte, além de seis em Goiás. Segundo Jamil Roiz de Paiva, um dos proprietários do grupo, esses empreendimentos já estão em fase mais adiantada: “Mas queremos é contar com 25 unidades em quatro anos”. As cidades que estão com empreendimentos já engatilhados são Contagem, Betim e Vespasiano (na Grande BH); Sete Lagoas e Conceição do Mato Dentro (Região Central), Divinópolis (Centro-Oeste de Minas), Ubá e Visconde do Rio Branco (Zona da Mata). “Também teremos projetos em Nova Lima e João Monlevade (ambas na Região Central).”
Roiz calcula investimentos acima de R$ 100 milhões nos 10 empreendimentos. “Enquanto as grandes redes brigam nas capitais vamos para o interior, que precisa de desenvolvimento nessa área”, afirma. “E a palavra Copa não está no nosso dicionário”, completa, ao dizer que foram mais de dois anos de pesquisa antes de definir as cidades com mais potencial para receber os hotéis.

Outros a caminho

A Rede Bristols é exemplo de empresa que dividiu seu foco. O grupo está investindo em oito hotéis. Desses, quatro são em BH e quatro, no interior. Os que ficam fora da capital estão em Betim, Itabira, Ipatinga e João Monlevade e vão consumir recursos acima de R$ 60 milhões.
Já a Arco Hotéis acabou de inaugurar uma unidade em Passos, no Sudoeste de Minas, e prepara projetos para Manhuaçu (Zona da Mata), Sete Lagoas e Montes Claros. O investimento médio em cada hotel será de R$ 10 milhões e a expectativa é de que cada uma delas gere cerca de 70 empregos. “É o caminho da roça. Vamos atrás de cidades que são núcleos de regiões em desenvolvimento”, afirma o superintendente da empresa, Rodrigo Mangerotti.
Além dos empreendimentos executados por grupos, há os individuais, lançados e depois negociados com grupos hoteleiros. Um exemplo é o hotel que vai ser construído na esquina do Itaú Power Shopping, em Contagem. O diretor do Escritório Torres Miranda Arquitetura, Júlio Torres, responsável pelo projeto, conta que serão 218 quartos, além de espaços comerciais. “A ideia é atender a demanda do polo industrial.”
Em Brumadinho, na Grande BH, está prevista a construção de um hotel dentro do Instituto de Arte Contemporânea Inhotim. O projeto terá 42 bangalôs entre 60 e 90 metros quadrados e a autoria da arquiteta Freusa Zechmeister. Segundo o diretor de Comunicação do Inhotim, Renato Tavares, ainda não foi definido um nome ou fechado o valor do investimento. O lançamento está previsto para os próximos meses. (GR)

Fonte: Graziela Reis/Jornal Estado de Minas/Portal Lugar Certo

Proteja-se dos Vícios Ocultos

segunda-feira, 28 de novembro de 2011


Com problemas na estrutura, Edifício Vale dos Buritis foi interditado por
causa do risco de desabamento

Ao contrário do senso comum, a garantia de um edifício não termina cinco anos depois da entrega do imóvel. Os defeitos ou vícios ocultos continuam na garantia. O prazo só começa a contar depois da sua manifestação. A construtora continua responsável pela obra. Sendo comprovada sua culpa, além de sanar o vício ou defeito ela deve indenizar o consumidor por eventuais perdas e danos. Recentemente, o Edifício Vale dos Buritis, no Bairro Buritis, em BH, foi condenado pela Defesa Civil depois que trincas apareceram, o que obrigou os moradores a se mudarem. Outras penalidades, inclusive penais, podem ser aplicadas, dependendo do caso, como ocorreu quando do desabamento do Edifício Palace II, no Rio de Janeiro, em 1998.
O consumidor lesado pode escolher entre rescisão do contrato com devolução do valor pago, abatimento do preço ou fazer o reparo por conta própria e cobrar da construtora posteriormente. Mas é preciso notificar a construtora por e-mail, protocolo diretamente na empresa, notificação via cartório ou qualquer outro meio por escrito que possa comprovar a notificação. A partir daí, o consumidor deve aguardar 30 dias para o fornecedor reparar o dano.
Se optar pela substituição, o reclamante pode pegar outro imóvel de mesmo valor ou de melhor qualidade, pagando a diferença. Essa opção é prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC). O prazo para o consumidor exercer o direito é de 90 dias. Já pelo Código Civil, o prazo é de um ano, se a pessoa não residia no imóvel, ou seis meses, se era moradora.
Quem optar por realizar a obra e pedir o ressarcimento tem que ter atenção a uma controvérsia jurídica. “O Código Civil prevê três anos e o Código de Defesa do Consumidor cinco anos para o ressarcimento dos valores gastos com a reparação. Portanto, o ideal é considerar o prazo de três anos do Código Civil, pois, assim, evitam-se discussões jurídicas”, recomenda Lúcio Delfino, diretor da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH).

PROVAS

Nesse caso, também é preciso, para cada compra ou serviço, solicitar três orçamentos e optar pelo mais barato. Devem-se guardar todas as notas fiscais, recibos e orçamentos. Além da solução do problema de acordo com uma dessas três hipóteses, o consumidor tem direito a indenização por eventuais perdas e danos (inclusive morais) decorrentes do defeito ou vício. A negligência ou demora excessiva para resolver o problema também pode gerar perdas e danos. Além disso, tem direito a receber o que pagou com correção monetária desde o pagamento, e juros de mora desde o dia em que constituiu o fornecedor em mora.
Vale lembrar que, para fazer jus às perdas e danos, é preciso comprovar o vício/defeito, o dano material ou moral daí recorrente e o nexo da causalidade entre o vício/defeito e o dano. “Se um casal comprou um imóvel para morar depois do casamento e teve um problema que impediu a mudança, pode tirar fotos, filmar e entrar na Justiça apresentando essas provas, a certidão de casamento e confirmando o dano”, exemplifica Lúcio.

Falhas tornam o imóvel impróprio

Existe uma diferença entre vício e defeito de construção. O mais aceito tem sido a definição do manual Saúde dos edifícios, do CREA/SP. Nele, vício está definido como falhas que tornam o imóvel impróprio para o uso ou lhe diminuem o valor. E defeitos são falhas que podem afetar a saúde e segurança do consumidor. Ambos podem ser ocultos.

Fonte: Humberto Siqueira/Jornal Estado de Minas/Portal Lugar Certo

Proibida cobrança de corretagem no programa habitacional Minha Casa Minha Vida


A Justiça Federal do Rio Grande do Sul determinou a suspensão da cobrança de comissão de corretagem dos compradores de imóveis pelo Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), do governo federal. A liminar foi concedida, na quinta-feira (24/11), pelo juiz substituto Everson Guimarães Silva, da 2ª Vara Federal de Pelotas. A liminar atinge os empreendimentos Moradas Club Pelotas (Condomínio Moradas Pelotas II) e Moradas Pelotas (Condomínio Moradas Pelotas III) e também estabelece multa de R$ 15 mil por unidade habitacional vendida em desacordo com a determinação.
A Ação Civil Pública foi impetrada pelo Ministério Público Federal, com base no Código de Defesa do Consumidor, contra as empresas Terra Nova Rodobens Incorporadora Imobiliária, Fuhro Souto Consultoria Imobiliária e HFM Consultoria Imobiliária, além da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
O juiz destacou que programa garante financiamento de 100% do valor do imóvel -- condição não oferecida nos financiamentos habitacionais ordinários. “Mesmo não havendo vedação legal expressa, a atribuição da responsabilidade pelo pagamento de corretagem ao adquirente das unidades habitacionais se afigura incompatível com o programa”, afirmou.
De acordo com a decisão, a cobrança de corretagem nas unidades do programa contraria as diretrizes do sistema, que tem nítido caráter social e busca reduzir o déficit de moradias no país, mediante o incentivo à produção de novas unidades para aquisição por famílias de baixo e médio poder aquisitivo. Com informações da Assessoria de Imprensa da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul.

Fonte: Blog Marketing e Publicidade Imobiliária/Consultor Jurídico/Divulgação

Apartamento de alto luxo em MG terá vaga para carro elétrico

sexta-feira, 25 de novembro de 2011


Um edifício de alto luxo a ser lançado na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) contará com uma vaga para carro elétrico por apartamento -uma dentre as seis vagas disponíveis.

Imagem: Divulgação

Situado em um bairro de classe alta chamado Vale do Sereno, na cidade de Nova Lima (MG), o prédio terá unidades de 572 m², três suítes com closet e varanda, e seis vagas para carros, sendo que uma delas é dentro do apartamento. A previsão de entrega é em 2015 e as unidades custam a partir de R$ 4 milhões, segundo a assessoria da construtora EPO. A previsão é de que o condomínio seja de R$2 mil por mês. O "benefício" de uma vaga com equipamentos para reabastecer carros elétricos não é inédito no Brasil. Lançado em 2010 e com previsão de lançamento no ano que vem, um edifício de alto luxo em Alphaville, da construtora BKO, também oferece essa novidade.

PARA QUEM SERVE

No Brasil, praticamente inexistem carros elétricos do tipo plug-in (que podem ser carregados na tomada). Atualmente, os modelos elétricos disponíveis são da marca indiana Reva i, importados pela ElecTrip. Quem quiser, entretanto, deve encomendar pelo menos duas unidades, que serão entregues após, no mínimo, cinco meses. Seus preços não são atrativos: variam de US$ 36,7 mil a US$ 48,8 mil, valores muito altos para um carro que não traz conforto, luxo ou desempenho.
Para Pietro Erber, diretor-presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), a novidades nesses empreendimentos está relacionada a uma aposta de que, daqui dois anos, o mercado brasileiro ofertará carros elétricos plug-in com maior intensidade.

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