Atuação em rede fortalece

sexta-feira, 16 de setembro de 2011


Entrevista com o Presidente da Rede Imvista, Eduardo Novais

Fundada em 2008, a Rede Imvista é resultado da união de empresas corretoras de imóveis com vistas à formação de uma estrutura em rede. Por meio da Rede Imvista, as empresas se organizam e compartilham informações e suas estratégias de atuação no mercado.

Fortalecendo o trabalho das imobiliárias, a criação de redes foi uma verdadeira revolução no mercado de imóveis. Sistemas modernos de banco de dados permitem que buscas detalhadas sejam realizadas, favorecendo quem anuncia e quem busca empreendimentos.

Em entrevista a O TEMPO o presidente da Rede Imvista, Eduardo Novais, fala sobre a rede imobiliária e seu foco de atuação no mercado.

Como funciona a Rede Imvista? A Rede Imvista foi fundada em Belo Horizonte, em 2008. Nasceu da ideia de seis experientes profissionais do mercado imobiliário, que tinham na época uma média aproximada de 10 anos de atuação no setor. A empresa foi constituída como uma S/A de capital fechado e hoje conta com 67 associados, sendo 19 acionistas e 48 credenciados. Hoje, são mais de 90 pontos de venda, isto é, de imobiliárias distribuídas em Belo Horizonte e região metropolitana.
Atualmente, os gestores da rede são também associados eleitos para esse posto de administração. Afinal, quem participa do mercado pode compreender as necessidades das imobiliárias e dos consumidores. Além dos gestores associados, temos um executivo exclusivo da rede, um profissional contratado que vive o dia a dia da rede, que se dedica integralmente à administração.

Que vantagens uma imobiliária tem em se afiliar a uma rede? E o consumidor ao procurar pela Imvista? As vantagens de estar em rede são muito claras, com compartilhamento do banco de imóveis, maior visibilidade e ganhos de escala. Pequenas, médias e grandes corretoras acreditam que essa aliança é um importante diferencial competitivo. Por isso, os fundadores da Imvista resolveram criar a rede.
Ética e confiança são características necessárias para atuar nesse setor. Não adianta dizer que é uma equipe se nela não houver confiança. Por isso, esses são os maiores pilares da Imvista. Afinal, para ser rede é preciso confiar no profissional com o qual se trabalha. Dessa forma, possuímos um banco de dados compartilhado entre os corredores da rede. Todas as informações incluídas no sistema são vistas em tempo real pelos associados. Uma rede que não tem isso não é rede, pois irão continuar trabalhando individualmente.
E, para garantir a segurança do cliente e o sigilo das informações, o corretor Imvista só tem acesso a esses dados por meio de um login exclusivo.
Para aumentar a garantia de compradores, vendedores e inquilinos, antes da Imvista aceitar uma filiação é realizada uma análise no mercado, sondada a ética dos profissionais que atuam naquela imobiliária e avaliada se ela irá realmente agregar aos outros associados. Depois da adesão, a marca Imvista passa a integrar o nome da imobiliária para garantir maior visibilidade e confiabilidade à empresa.
Para o consumidor, as vantagens também são claras. Há ganho em agilidade, pois em uma corretora interligada à rede é possível encontrar variedade de imóveis maior do que se a busca ocorresse em uma imobiliária convencional. Da mesma maneira, a velocidade de venda e locação também é grande.

Quais são os principais diferenciais da rede? Por ser uma empresa S/A de capital fechado, os associados são donos da rede. Isso quer dizer que, dentro desse conceito real de rede, o lucro efetivo é compartilhado entre todas as empresas associadas. Isso é novidade no mercado. Só a Imvista possui esse sistema.
Alem disso, 100% do que é arrecadado, com associações e credenciamentos, é totalmente investido na própria rede por meio de treinamentos, estrutura física e incentivos para as imobiliárias abrirem filiais em regiões distintas.
Na maioria das empresas do mercado essa arrecadação vai para uma empresa investidora que manda na rede. E a mensalidade das empresas associadas à Imvista inclui todos os serviços de marketing e qualificação, sem que as empresas precisem pagar extras para isso.
Mesmo sendo uma S/A, não é objetivo da rede participar dos lucros das imobiliárias e, sim, aumentar a rentabilidade delas. Como não somos uma rede de franquia, a Imvista não intervém na administração das empresas.
Justamente porque a nossa missão é fomentar negócios, fazendo com que nossos credenciados atinjam um crescimento superior ao que conquistariam atuando isoladamente. Calculamos que as imobiliárias que atuam na Imvista cresçam em média, aliás, no mínimo, 25% ao ano após a filiação.
A Imvista possui um sistema único de dados on line —com relatório de visitas, sistema de gestão financeira e carteira aberta de mais de 16 mil imóveis únicos— 100% interligado entre as mais de 90 imobiliárias, o que facilita o atendimento em rede e a oferta de imóveis de diferentes regiões a um mesmo cliente.
Além disso, o nosso software único de gestão possui um banco de dados compartilhado on-line, alimentado e atualizado via web por todas as imobiliárias da rede. Os associados também adotam práticas comerciais que garantem a agilidade no atendimento ao cliente, padronização dos formulários e papelaria, política de redução de custos e alianças estratégicas, dentre outros.

Setor imobiliário em Venda Nova cresceu 300% nos últimos cinco anos

Fotos: Divulgação

Neste ano Venda Nova completou 300 anos, considerando a época em que a região pertencia à Vila de Sabará, importante cidade do ciclo do ouro. Apesar da longa história, foram nos últimos cinco anos que o setor imobiliário da regional teve um crescimento de 300 por cento, de acordo com Izaias Nonato (foto abaixo) da Rede Imvista Imóvel BH, localizada no Bairro Santa Mônica. Ele acrescenta que, como uma macroregião Venda Nova é um pólo de vendas, pois quem atua na área imobiliária da região inclui em seu portifolio ofertas das cidades do entorno, como Justinópolis e Ribeirão das Neves.


A regional possui um total de 42 bairros e mais de 240 mil habitantes, sua dimensão, somada a excelente infraestrutura da área comercial, dão a sensação de Venda Nova ser uma cidade dentro de outra. Conhecida pelo Shopping Norte e pela Rua Padre Pedro Pinto, a região é uma das que mais cresce na capital, em termos econômicos e sociais. Segundo Izaias, uma grande vantagem é que o comércio ainda é muito promissor, tendo em vista que o mercado local ainda não está saturado. “O comércio na região está em vertiginoso crescimento e a queda significativa das taxas de criminalidade tem atraído muitos investidores”, comenta.

As melhorias na infraestrutura do entorno de Venda Nova, como a duplicação da Antônio Carlos, a reforma do estádio do Mineirão, melhoras do acesso a Pampulha e a localização aproximada da Cidade Administrativa, também têm contribuído para impulsionar o crescimento imobiliário na regional. “Quando você melhora o acesso a tendência é atrair um público maior”, garante Izaias.

Casas e apartamentos de até dois quartos no valor máximo de 180 mil reais estão entre os imóveis mais demandados na região. “A procura é mais por pessoas jovens com poder aquisitivo mais baixo, são clientes de até 35 anos. Os imóveis são mais enxutos no valor de R$3.000 a R$3.500 o metro quadrado”, diz o corretor.

Propaganda é a alma do negócio

terça-feira, 6 de setembro de 2011


Estratégias de marketing diferenciadas são a arma de construtoras para divulgar seu produto
e se destacar em meio à concorrência


Com o mercado aquecido, é preciso adotar estratégias diferenciadas para divulgar os empreendimentos. Para mostrar aos clientes como ficará o imóvel depois de pronto, investir em estratégias de marketing é fundamental para garantir vendas. Afinal, o possível comprador tem de ter uma noção exata de que o investimento que está fazendo refletirá suas necessidades.
Antes de pensar em como será desenvolvido o trabalho de divulgação do empreendimento, é preciso ter como ponto de partida a concepção do produto. Segundo o diretor da Mobyra Incorporadora, Rodrigo Silva de Moura Nunes (foto abaixo), primeiro é preciso definir a tipologia da construção de forma clara. "Isso é feito em conjunto entre a engenharia, a arquitetura e o comercial", diz.


Para alcançar os resultados previstos, o trabalho envolve ainda pesquisa de mercado, que se destina ao reconhecimento e à criação de uma demanda, com diferenciais bem competitivos em relação ao mercado local. "Considerada a tipologia, é desenvolvido o conceito do empreendimento e desenhadas as peças de divulgação. A equipe de marketing traça a aplicação desses conteúdos", aponta Rodrigo.
Essa etapa também é concebida por uma equipe multidisciplinar, que envolve o marketing, a arquitetura, o comercial e o financeiro. "Em tese, todos os empreendimentos têm material para divulgação e o que difere entre eles é a metodologia de aplicação, de acordo com o público-alvo e o porte do produto."

MODELO

O engenheiro mecânico Francisco Palazzo, que adquiriu um imóvel no Bairro de Lourdes, Região Sul de Belo Horizonte, confirma os atrativos do decorado. Tanto, que ele optou por adquiri-lo. Um dos motivos para a escolha foi a praticidade e ele não se arrependeu. "Não fiquei com todo o mobiliário, até porque eles entregaram itens a mais do que o combinado. Alguma coisa que não quis da decoração ficou para uso comum do condomínio", conta.
Mas antes de conhecer o decorado, o que chamou a atenção de Francisco foi o banner iluminado no alto do empreendimento. A partir daí, ele ligou para lá e foi visitar o imóvel. "Além disso, eles tinham um folder muito bem elaborado, mostrando toda a planta do apartamento, com projeto de área de lazer. No fim, eles cumpriram 100% do compromisso assumido", elogia o engenheiro.

Fotos: Eduardo Almeida/RA Studio

Fonte: Júnia Leticia/Jornal Estado de Minas/Portal Lugar Certo

Empreendedorismo ilustra a história de jovem imobiliária

segunda-feira, 29 de agosto de 2011



Empresa é reconhecida no mercado por um dos melhores
termômetros de qualidade, o boca a boca

Fotos: Arquivo pessoal

Há quatro anos Izaias Alves Nonato comprou seu primeiro apartamento e percebeu o quanto o mercado imobiliário crescia. Por meio dessa leitura resolveu empreender, tirou o CRECI e montou a Imóveis Líder BH. Desde então, Izaias fez diversos cursos de aprimoramento e em setembro de 2010 teve mais uma postura visionária: passou a integrar a rede de imobiliárias que mais cresce em Belo Horizonte, associou-se à Rede Imvista. Atualmente a empresa está instalada na Avenida Ministro Oliveira Salazar, 280, no Bairro Santa Mônica.

A lúcida decisão vem da visão de Izaias. Ele defende que uma rede de imobiliárias contribui com boa parte das vendas do mercado, já que juntas, as empresas fazem mais negócios do que fariam se trabalhassem por si só. “O diferencial da rede é a estrutura que ela oferece, com cursos, nos mantendo informados sobre o que está acontecendo no mercado. A troca de experiências entre os associados também contribui, e muito, para o bom andamento dos negócios”, relata.

Para o empresário, atuar em uma rede como a Imvista, que é uma empresa séria e possui uma excelente estrutura é ainda melhor para se trabalhar. Ele completa que a seleção das associadas que farão parte desse grande painel de negócios é importantíssima para o bom andamento das coisas e a Imvista tem essa preocupação. “Todo mundo ganha com essa atitude, porque a cada dia a Imvista e suas associadas vêm ganhando mais confiança no mercado”, observa.

O principal foco da Imóveis Líder BH é o atendimento. Para Izaias a venda é a consequência de um atendimento brilhante. Por isso, a imobiliária aposta em uma equipe sólida, com seis corretores, que estão na empresa há bastante tempo, o que segundo o diretor da empresa, ajuda na formação da identidade. Para alinhar posturas e oferecer sempre um excelente serviço, a equipe está em constante aprimoramento, sobretudo por meio dos cursos oferecidos pela Imvista. “Hoje em dia trabalhamos com muitas recomendações de clientes que já passaram pela Líder BH e isso só mostra que focar na qualidade do atendimento ao cliente traz bastante resultado para a empresa”, conta.

Como todos os profissionais atentos às transformações do mercado, Izaias está ciente das dificuldades que as corretoras encontram. “O mercado imobiliário está muito concorrido. Existem muitas corretoras de imóveis e nem todas seguem as normas e a ética da corretagem”, afirma. Para se sobressair a esse triste cenário, a Imóveis Líder BH aposta no diferencial ético. “Aquelas Imobiliárias que trabalharem dentro das normas de conduta não vão sofrer com a concorrência”, atesta Izaias. Segundo ele, trabalhar em parceria também ajuda a vencer esse tipo de obstáculo.

Outro problema enfrentado no mercado, de acordo com o diretor, é a alta nos valores dos imóveis. “Muitos corretores não estão preparados para avaliar os imóveis e acabam contribuindo para a inflação dos preços. Por esse e outros motivos é que é tão importante se atualizar sempre”, diz.

Fonte: Newsletter da Rede Imvista/Blog da Rede Imvista

Desenhos vibrantes

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Foto: Lugar Certo/Divulgação


Decorar a casa em meio a tantas opções de cores e estampas parece não ser uma tarefa difícil. Mas conseguir criar ambientes com tantas cores e formas sem torná-los pesados e visualmente cansativos, exige certos cuidados, além de muito bom senso. É preciso também estar atento às tendências.
De acordo com especialistas, a suavidade remete à elegância. A dica é que, independente da opção, o importante é manter o equilíbrio, de forma que o ambiente se torne prazeroso e não fique visualmente enjoativo. Afinal, trocamos de roupa todos os dias, mas a decoração ficará à vista por anos. Em primeiro lugar, tem que combinar com o estilo do espaço. Se for clássico, prefira uma estampa discreta, como risca de giz ou uma estampa floral, mais delicada.
Segundo a arquiteta e designer Yeda Garcia, desenhos repaginados representam uma grande aposta. "Uma das grandes tendências em estamparia para decoração, sem dúvida, são os desenhos tradicionais repaginados em traços modernos. A origem desses desenhos pode vir de padronagens de decorações clássicas como de desenhos para porcelanas", explica.
Yeda orienta ainda que é preciso ficar atento às cores e formas na hora de reunir em um mesmo ambiente estampas em papéis de parede, objetos e tecidos. "Uma dica que é sempre válida: 'Less is More' (menos é mais) . Acredite nos desenhos suaves, em cores elegantes. Deixe as cores fortes para os objetos e peças que possam ser substituídas, quando você quiser", destaca.Segundo Yeda, para que seja possível agregar mais de um tipo de estampa num só espaço é necessário estabelecer equilíbrio de combinações e texturas. "É possível fazer combinações de listras com florais, por exemplo. É fundamental que sejam da mesma coleção, para que tenham as mesmas cores e texturas", aponta a designer.O principal cuidado a ser tomado é não usar cores muito agressivas, pois cores suaves e básicas são sempre mais elegantes. Yeda ensina que destacar a seleção de cores reflete no bem-estar dos moradores da casa e dos visitantes. A designer acrescenta que o uso de papel com estampas em todas as paredes de um ambiente deve ser feito com cuidado. "A escolha de uma parede estratégica é um recurso que usamos muito. Mas é possível usar o papel em todas as paredes. Desde que seja muito suave, com uma textura por exemplo, que lembre um tecido (com trama) e uma única cor", orienta.Vale lembrar que, para garantir harmonia e equilíbrio entre estamparia de paredes, objetos, cortinas e almofadas o bom senso é fundamental. Yeda dá a dica: "Procure formar uma palheta de cores agradável, homogênea. Deixe as cores ou estampas fortes para uma poltrona especial ou para as almofadas".

Fonte: Vanessa Aquino/Correio Web

CONCLUINDO A VENDA

sábado, 9 de julho de 2011

Foto: Google Imagens

Só porque você encontrou um comprador e chegou a um acordo sobre o preço, não significa que o processo está terminado. Agora você tem que concluir o negócio. A conclusão pode ser a parte mais complicada de uma transação de imóveis. Por exemplo, um acordo de venda não fixa só o preço de compra da propriedade, mas também estabelece um conjunto de termos e condições que devem ser obedecidos para que a venda seja aprovada.
Aqui estão algumas possíveis complicações mediante conclusão do negócio:
Um contrato quase sempre depende da habilidade do comprador em obter um empréstimo, o que é outra razão pela qual a maioria de vendedores prefere um comprador que já obteve uma carta de pré-aprovação de um financiador. Sem empréstimo, pode não haver venda.

Um crescente número de transações envolve a inspeção do imóvel ou algum outro tipo de resenha da propriedade por terceiros qualificados e independentes. Se a inspeção não for satisfatória, o negócio pode ser cancelado ou atrasado.

Os financiadores estabelecem várias condições que devem ser cumpridas antes da concessão de um empréstimo. Algumas condições típicas para são o exame da escritura, seguro mínimo de proteção contra danos, inspeção contra cupim e uma avaliação para assegurar que a propriedade tem o valor adequado para o seguro e o empréstimo.

O tempo para fechamento varia para cada transação, embora um período de tempo típico seja de 30 a 45 dias após o acordo. Isto é devido ao tempo gasto para preparar o financiamento, conduzir a inspeção e conseguir a avaliação.

Também permite um tempo para que o vendedor se mude, se for o caso. Especialistas aconselham não esperar tempo demais. Se a conclusão acontece 60 dias após o acordo de venda, pode ser difícil acertar uma boa taxa de juros, e se as taxas subirem, o comprador pode não ser capaz de adquirir o imóvel.

O fechando também é conhecido como "acordo" ou "escritura" em algumas áreas. Cabe ao corretor pegar o dinheiro do comprador, pagar o proprietário e assegurar que a escritura esteja corretamente registrada em um cartório local.

O corretor também revisa o acordo de venda para verificar os pagamentos e créditos que o proprietário deve receber e que quantias são esperadas do comprador. O corretor também certifica de que os honorários específicos da transação foram pagos (impostos e títulos, por exemplo).

Um conselho dos especialistas é examinar o acordo de vendas e verificar o que você prometeu e o que lhe foi prometido em retorno. Se o acordo diz que o vendedor pintará um quarto ou consertará uma janela, a tarefa deve ser completada antes da conclusão do negócio.

Grande BH e bairros mais afastados viram alvo das construtoras

A carência de terrenos na capital mineira e a aprovação da nova Lei de Uso e Ocupação do Solo têm estimulado as construtoras a focarem suas ações na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A expansão torna realidade o que era impensável até há pouco tempo: adquirir um imóvel longe de bairros tradicionais e da Região Centro-Sul.
Arquiteto e um dos diretores da Torres Miranda Arquitetura, Júlio Tôrres confirma que, na considerada área nobre, há poucos empreendimentos sendo planejados. O motivo é que a região já foi alvo de grande parte dos projetos feitos antes da mudança da legislação. “Começam a surgir agora as primeiras obras advindas do boom de aprovações do ano passado”, aponta.
Vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi-MG), Evandro Negrão de Lima Júnior afirma que a iminência de alterações na lei gerou medo entre os empreendedores, de que houvesse uma restrição no uso de terrenos, o que realmente ocorreu. “Por isso, houve uma corrida para tentar aprovar os empreendimentos antes da mudança”, conta.

Fonte: Júnia Leticia/ Jornal Estado de Minas/ Portal Lugar Certo

Foto: Eduardo Almeida/RA Studio/Divulgação

Evandro Negrão de Lima Júnior, vice-presidente do CMI/Secovi, lembra que houve uma corrida para tentar aprovar os empreendimentos antes da mudança (Eduardo Almeida/RA Studio)
Evandro Negrão de Lima Júnior, vice-presidente do CMI/Secovi, lembra que houve uma corrida para tentar aprovar os empreendimentos antes da mudança

Mas esse não foi o único motivo para o aumento do número de empreendimentos iniciados em 2010, segundo Evandro. “Além disso, o aquecimento do mercado imobiliário, com o crescimento da demanda por imóveis, contribuiu para o aumento no número de obras”, acrescenta.
O arquiteto Júlio esclarece que a Lei de Uso e Ocupação do Solo e o Plano Diretor de Belo Horizonte tornaram-se mais restritivos com a alteração feita no ano passado. Isso fez com que se buscasse as aprovações para viabilizar projetos ainda com os índices antigos. “A redução estimada de potencial construtivo foi da ordem de 15% a 20%, chegando a 70% em alguns casos”, conta.

Alteração

A Região Centro-Sul foi o alvo de grande parte dos projetos feitos antes da alteração da legislação municipal. Com o maior potencial de construção e com o preço do metro quadrado mais caro da cidade, a região foi bastante visada no ano passado, conforme Júlio. “A região é a mais bem estruturada de Belo Horizonte, em que todos querem morar. Desse modo, os proprietários de terreno quiseram aprovar projetos para não sofrer perda no seu patrimônio, estimada em cerca de 20%.”
Outro motivo para o aumento significativo no número de construções em 2010 é que, segundo Júlio, o processo de aprovação na Prefeitura de Belo Horizonte estava muito lento e poderia demorar até um ano para ser efetivado. “Depois dessa fase, ainda deveria ser feita a incorporação, projetos de instalações e estruturais. O normal é que esse processo gaste pelo menos uns seis meses depois da aprovação, até que seja feito o lançamento.”

Fonte: Júnia Leticia/Estado de Minas/Portal Lugar Certo

Foto: Eduardo Almeida/RA Studio/Divulgação

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