Empreendedorismo ilustra a história de jovem imobiliária

segunda-feira, 29 de agosto de 2011



Empresa é reconhecida no mercado por um dos melhores
termômetros de qualidade, o boca a boca

Fotos: Arquivo pessoal

Há quatro anos Izaias Alves Nonato comprou seu primeiro apartamento e percebeu o quanto o mercado imobiliário crescia. Por meio dessa leitura resolveu empreender, tirou o CRECI e montou a Imóveis Líder BH. Desde então, Izaias fez diversos cursos de aprimoramento e em setembro de 2010 teve mais uma postura visionária: passou a integrar a rede de imobiliárias que mais cresce em Belo Horizonte, associou-se à Rede Imvista. Atualmente a empresa está instalada na Avenida Ministro Oliveira Salazar, 280, no Bairro Santa Mônica.

A lúcida decisão vem da visão de Izaias. Ele defende que uma rede de imobiliárias contribui com boa parte das vendas do mercado, já que juntas, as empresas fazem mais negócios do que fariam se trabalhassem por si só. “O diferencial da rede é a estrutura que ela oferece, com cursos, nos mantendo informados sobre o que está acontecendo no mercado. A troca de experiências entre os associados também contribui, e muito, para o bom andamento dos negócios”, relata.

Para o empresário, atuar em uma rede como a Imvista, que é uma empresa séria e possui uma excelente estrutura é ainda melhor para se trabalhar. Ele completa que a seleção das associadas que farão parte desse grande painel de negócios é importantíssima para o bom andamento das coisas e a Imvista tem essa preocupação. “Todo mundo ganha com essa atitude, porque a cada dia a Imvista e suas associadas vêm ganhando mais confiança no mercado”, observa.

O principal foco da Imóveis Líder BH é o atendimento. Para Izaias a venda é a consequência de um atendimento brilhante. Por isso, a imobiliária aposta em uma equipe sólida, com seis corretores, que estão na empresa há bastante tempo, o que segundo o diretor da empresa, ajuda na formação da identidade. Para alinhar posturas e oferecer sempre um excelente serviço, a equipe está em constante aprimoramento, sobretudo por meio dos cursos oferecidos pela Imvista. “Hoje em dia trabalhamos com muitas recomendações de clientes que já passaram pela Líder BH e isso só mostra que focar na qualidade do atendimento ao cliente traz bastante resultado para a empresa”, conta.

Como todos os profissionais atentos às transformações do mercado, Izaias está ciente das dificuldades que as corretoras encontram. “O mercado imobiliário está muito concorrido. Existem muitas corretoras de imóveis e nem todas seguem as normas e a ética da corretagem”, afirma. Para se sobressair a esse triste cenário, a Imóveis Líder BH aposta no diferencial ético. “Aquelas Imobiliárias que trabalharem dentro das normas de conduta não vão sofrer com a concorrência”, atesta Izaias. Segundo ele, trabalhar em parceria também ajuda a vencer esse tipo de obstáculo.

Outro problema enfrentado no mercado, de acordo com o diretor, é a alta nos valores dos imóveis. “Muitos corretores não estão preparados para avaliar os imóveis e acabam contribuindo para a inflação dos preços. Por esse e outros motivos é que é tão importante se atualizar sempre”, diz.

Fonte: Newsletter da Rede Imvista/Blog da Rede Imvista

Desenhos vibrantes

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Foto: Lugar Certo/Divulgação


Decorar a casa em meio a tantas opções de cores e estampas parece não ser uma tarefa difícil. Mas conseguir criar ambientes com tantas cores e formas sem torná-los pesados e visualmente cansativos, exige certos cuidados, além de muito bom senso. É preciso também estar atento às tendências.
De acordo com especialistas, a suavidade remete à elegância. A dica é que, independente da opção, o importante é manter o equilíbrio, de forma que o ambiente se torne prazeroso e não fique visualmente enjoativo. Afinal, trocamos de roupa todos os dias, mas a decoração ficará à vista por anos. Em primeiro lugar, tem que combinar com o estilo do espaço. Se for clássico, prefira uma estampa discreta, como risca de giz ou uma estampa floral, mais delicada.
Segundo a arquiteta e designer Yeda Garcia, desenhos repaginados representam uma grande aposta. "Uma das grandes tendências em estamparia para decoração, sem dúvida, são os desenhos tradicionais repaginados em traços modernos. A origem desses desenhos pode vir de padronagens de decorações clássicas como de desenhos para porcelanas", explica.
Yeda orienta ainda que é preciso ficar atento às cores e formas na hora de reunir em um mesmo ambiente estampas em papéis de parede, objetos e tecidos. "Uma dica que é sempre válida: 'Less is More' (menos é mais) . Acredite nos desenhos suaves, em cores elegantes. Deixe as cores fortes para os objetos e peças que possam ser substituídas, quando você quiser", destaca.Segundo Yeda, para que seja possível agregar mais de um tipo de estampa num só espaço é necessário estabelecer equilíbrio de combinações e texturas. "É possível fazer combinações de listras com florais, por exemplo. É fundamental que sejam da mesma coleção, para que tenham as mesmas cores e texturas", aponta a designer.O principal cuidado a ser tomado é não usar cores muito agressivas, pois cores suaves e básicas são sempre mais elegantes. Yeda ensina que destacar a seleção de cores reflete no bem-estar dos moradores da casa e dos visitantes. A designer acrescenta que o uso de papel com estampas em todas as paredes de um ambiente deve ser feito com cuidado. "A escolha de uma parede estratégica é um recurso que usamos muito. Mas é possível usar o papel em todas as paredes. Desde que seja muito suave, com uma textura por exemplo, que lembre um tecido (com trama) e uma única cor", orienta.Vale lembrar que, para garantir harmonia e equilíbrio entre estamparia de paredes, objetos, cortinas e almofadas o bom senso é fundamental. Yeda dá a dica: "Procure formar uma palheta de cores agradável, homogênea. Deixe as cores ou estampas fortes para uma poltrona especial ou para as almofadas".

Fonte: Vanessa Aquino/Correio Web

CONCLUINDO A VENDA

sábado, 9 de julho de 2011

Foto: Google Imagens

Só porque você encontrou um comprador e chegou a um acordo sobre o preço, não significa que o processo está terminado. Agora você tem que concluir o negócio. A conclusão pode ser a parte mais complicada de uma transação de imóveis. Por exemplo, um acordo de venda não fixa só o preço de compra da propriedade, mas também estabelece um conjunto de termos e condições que devem ser obedecidos para que a venda seja aprovada.
Aqui estão algumas possíveis complicações mediante conclusão do negócio:
Um contrato quase sempre depende da habilidade do comprador em obter um empréstimo, o que é outra razão pela qual a maioria de vendedores prefere um comprador que já obteve uma carta de pré-aprovação de um financiador. Sem empréstimo, pode não haver venda.

Um crescente número de transações envolve a inspeção do imóvel ou algum outro tipo de resenha da propriedade por terceiros qualificados e independentes. Se a inspeção não for satisfatória, o negócio pode ser cancelado ou atrasado.

Os financiadores estabelecem várias condições que devem ser cumpridas antes da concessão de um empréstimo. Algumas condições típicas para são o exame da escritura, seguro mínimo de proteção contra danos, inspeção contra cupim e uma avaliação para assegurar que a propriedade tem o valor adequado para o seguro e o empréstimo.

O tempo para fechamento varia para cada transação, embora um período de tempo típico seja de 30 a 45 dias após o acordo. Isto é devido ao tempo gasto para preparar o financiamento, conduzir a inspeção e conseguir a avaliação.

Também permite um tempo para que o vendedor se mude, se for o caso. Especialistas aconselham não esperar tempo demais. Se a conclusão acontece 60 dias após o acordo de venda, pode ser difícil acertar uma boa taxa de juros, e se as taxas subirem, o comprador pode não ser capaz de adquirir o imóvel.

O fechando também é conhecido como "acordo" ou "escritura" em algumas áreas. Cabe ao corretor pegar o dinheiro do comprador, pagar o proprietário e assegurar que a escritura esteja corretamente registrada em um cartório local.

O corretor também revisa o acordo de venda para verificar os pagamentos e créditos que o proprietário deve receber e que quantias são esperadas do comprador. O corretor também certifica de que os honorários específicos da transação foram pagos (impostos e títulos, por exemplo).

Um conselho dos especialistas é examinar o acordo de vendas e verificar o que você prometeu e o que lhe foi prometido em retorno. Se o acordo diz que o vendedor pintará um quarto ou consertará uma janela, a tarefa deve ser completada antes da conclusão do negócio.

Grande BH e bairros mais afastados viram alvo das construtoras

A carência de terrenos na capital mineira e a aprovação da nova Lei de Uso e Ocupação do Solo têm estimulado as construtoras a focarem suas ações na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A expansão torna realidade o que era impensável até há pouco tempo: adquirir um imóvel longe de bairros tradicionais e da Região Centro-Sul.
Arquiteto e um dos diretores da Torres Miranda Arquitetura, Júlio Tôrres confirma que, na considerada área nobre, há poucos empreendimentos sendo planejados. O motivo é que a região já foi alvo de grande parte dos projetos feitos antes da mudança da legislação. “Começam a surgir agora as primeiras obras advindas do boom de aprovações do ano passado”, aponta.
Vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi-MG), Evandro Negrão de Lima Júnior afirma que a iminência de alterações na lei gerou medo entre os empreendedores, de que houvesse uma restrição no uso de terrenos, o que realmente ocorreu. “Por isso, houve uma corrida para tentar aprovar os empreendimentos antes da mudança”, conta.

Fonte: Júnia Leticia/ Jornal Estado de Minas/ Portal Lugar Certo

Foto: Eduardo Almeida/RA Studio/Divulgação

Evandro Negrão de Lima Júnior, vice-presidente do CMI/Secovi, lembra que houve uma corrida para tentar aprovar os empreendimentos antes da mudança (Eduardo Almeida/RA Studio)
Evandro Negrão de Lima Júnior, vice-presidente do CMI/Secovi, lembra que houve uma corrida para tentar aprovar os empreendimentos antes da mudança

Mas esse não foi o único motivo para o aumento do número de empreendimentos iniciados em 2010, segundo Evandro. “Além disso, o aquecimento do mercado imobiliário, com o crescimento da demanda por imóveis, contribuiu para o aumento no número de obras”, acrescenta.
O arquiteto Júlio esclarece que a Lei de Uso e Ocupação do Solo e o Plano Diretor de Belo Horizonte tornaram-se mais restritivos com a alteração feita no ano passado. Isso fez com que se buscasse as aprovações para viabilizar projetos ainda com os índices antigos. “A redução estimada de potencial construtivo foi da ordem de 15% a 20%, chegando a 70% em alguns casos”, conta.

Alteração

A Região Centro-Sul foi o alvo de grande parte dos projetos feitos antes da alteração da legislação municipal. Com o maior potencial de construção e com o preço do metro quadrado mais caro da cidade, a região foi bastante visada no ano passado, conforme Júlio. “A região é a mais bem estruturada de Belo Horizonte, em que todos querem morar. Desse modo, os proprietários de terreno quiseram aprovar projetos para não sofrer perda no seu patrimônio, estimada em cerca de 20%.”
Outro motivo para o aumento significativo no número de construções em 2010 é que, segundo Júlio, o processo de aprovação na Prefeitura de Belo Horizonte estava muito lento e poderia demorar até um ano para ser efetivado. “Depois dessa fase, ainda deveria ser feita a incorporação, projetos de instalações e estruturais. O normal é que esse processo gaste pelo menos uns seis meses depois da aprovação, até que seja feito o lançamento.”

Fonte: Júnia Leticia/Estado de Minas/Portal Lugar Certo

Foto: Eduardo Almeida/RA Studio/Divulgação

Minha Casa 2 vai priorizar quem ganha até R$ 1,6 mil

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Foto: Wilson Dias/ABR/Divulgação

Imóveis maiores, mais ventilados, entregues com piso cerâmico em todos os ambientes e paredes de banheiro e cozinha totalmente revestidas por azulejos. Junte a isso um sistema de energia solar, para reduzir a conta de eletricidade, e está praticamente pronta a receita de um programa de habitação popular. Acrescente incentivos governamentais e taxas de juros diferenciadas para financiamento, como promete o governo federal, e nasce a segunda edição do programa Minha Casa, Minha Vida, que foi lançado ontem pela presidente Dilma Rousseff.
Uma das mudanças propostas nesta segunda etapa é a ampliação das faixas de renda tanto para as famílias da zona urbana quanto para as famílias da zona rural. Com esta medida, o governo espera proporcionar a inclusão de um maior número de beneficiados, priorizando as famílias de menor renda.
O governo propõe que para a segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida, 1,2 milhão de moradias sejam destinadas a famílias que ganham até R$ 1,6 mil por mês nas áreas urbanas e até R$ 15 mil anuais na área rural, um aumento de 40% para 60%. Já as famílias com renda de até R$ 3,1 mil na área urbana e R$ 30 mil anuais na área rural, terão destinadas 600 mil habitações (30%). Se na primeira edição a renda familiar máxima era R$ 4.650, agora famílias com renda mensal de até R$ 5 mil poderão ser contempladas. Para essas famílias com renda até R$ 5 mil mensais na área urbana e até R$ 60 mil anuais na área rural serão destinadas 200 mil moradias (10%).O governo também fez mudanças para facilitar a aquisição do imóvel pelas mulheres chefes de família, que anteriormente precisavam da anuência do cônjuge para assinar seus contratos. Agora, as mulheres com renda de até R$ 1,6 mil poderão assinar contratos independentemente do seu estado civil.

Nova estrutura
Para melhorar as condições físicas das unidades habitacionais e melhorar a acessibilidade para idosos e pessoas com dificuldades de locomoção, o governo promete aumentar de 35 para 39 metros quadrados o tamanho mínimo das casas e de 42 para 45,5 metros quadrados o tamanho mínimo dos apartamentos.Pelo menos na expectativa do governo, as unidades habitacionais deverão ser entregues ao proprietário com revestimento em azulejos em todas as paredes da cozinha e banheiro, piso cerâmico em todos os cômodos e portas e janelas maiores. A energia solar também será item obrigatório. “Decidimos colocar aquecimento solar para reduzir a conta de luz. Cerca de 30% da conta de luz é chuveiro”, disse a presidente Dilma Rousseff. ContrataçõesPara esta nova etapa do programa, a expectativa do governo é contratar dois milhões de unidades habitacionais e investir R$ 125,7 bilhões de 2011 a 2014 - R$ 72,6 bilhões são para subsídio e R$ 53,1 bilhões, para financiamento. O valor médio das moradias para
famílias de baixa renda passou de R$ 42 mil para R$ 55,2 mil .

Publicados novos limites para financiamento de imóveis com FGTS

A presidente Dilma Rousseff afirmou, no entanto, que dependendo da execução, o programa poderá ser ampliado em 600 mil unidades habitacionais em um ano. Ela pensa ainda em criar uma linha de financiamento específico para compra de linha branca pelos beneficiários do programa. O objetivo do programa, segundo a presidente, é focar no público de menor renda e na nova classe média. “Noventa porcento do programa vai para quem ganha até R$ 3.100 e tem 30% que é para nova classe média”, afirmou a presidente referindo-se à quantidade de moradias que serão construídas. Procurada pelo CORREIO para saber detalhes sobre as vendas dos
imóveis na segunda etapa, a Caixa enviou através de sua assessoria de imprensa a seguinte nota: “Neste momento, a Caixa e o Ministério do Planejamento encontram-se em reunião para definição de estratégias. Tão logo seja definido concederemos entrevistas”.

Minha Casa, Minha Vida 2

  • 2 milhões de moradias construídas até 2014 é a meta do Minha Casa, Minha Vida 2
  • 1,2 milhão de habitações serão para famílias com renda de até R$ 1,6 mil na zona urbana
  • 600 mil unidades habitacionais são para famílias com renda de até R$ 3,1 mil na zona urbana
  • 200 mil moradias serão destinadas a famílias com renda de até R$ 5 mil na zona urbana

Unidades habitacionais serão maiores e com novos padrões de acabamento, como azulejo em todas as áreas molhadas e piso cerâmico


Brasil avançou em programa de habitação
Na solenidade de lançamento da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida, ontem, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o programa contribuiu para o desenvolvimento econômico e social do país. “Nosso país avançou, e de forma rápida nos últimos tempos”, declarou a presidente, destacando o papel do programa de construção de moradias populares, que tem como foco atender às classes mais pobres e à nova classe média. “Esse programa mostra que o nosso país avançou rápido nos últimos tempos. O programa constrói as condições para que as pessoas cheguem ao sonho da casa própria”, disse Dilma. A presidente também ressaltou que é papel do governo assegurar que haja “não só a roda do crescimento econômico”, mas também da melhoria das condições de vida. “Para isso, a casa própria é fundamental”, ressaltou. A presidente lembrou que o programa Minha Casa, Minha Vida foi concebido em meio a uma das maiores crises econômicas do mundo e, ainda assim, nesse cenário de desaceleração da economia, propiciou a geração de empregos. Segundo a presidente, o compromisso do governo é controlar a inflação, garantir a estabilidade econômica, mas, ao mesmo tempo, garantir melhores condições de vida e empregos a todos. Segundo Dilma, o programa faz parte do compromisso do governo de controlar a inflação e garantir que haja uma política fiscal extremamente robusta. “Portanto, nós também mantemos nosso compromisso com a estabilidade, o Minha Casa, Minha Vida também faz parte do processo de garantir e assegurar que nós não vamos parar. De que vamos garantir as melhores condições de vida e oportunidades de empregos para todos”, disse em seu discurso a presidente Dilma.

Governo trabalha em novas regras para o FGTS
Foi publicada no Diário Oficial da União de ontem a resolução que fixa novos limites para financiamento de imóveis com o uso do FGTS. A medida considera as diretrizes da segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida, aumentando o teto para financiamentos. O limite da renda familiar mensal bruta para financiamento na área de habitação popular passa de R$ 3,9 mil para R$ 5,4 mil nas regiões metropolitanas, capitais ou municípios com população igual ou superior a 250 mil habitantes. Também foi aprovado ontem pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados o projeto de lei que permite que homens com mais de 35 anos de contribuição e mulheres com mais de 30 anos de contribuição movimentem a conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Hoje, a movimentação do FGTS pode acontecer quando o trabalhador se aposenta. O projeto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se todas aprovarem o projeto, ele não precisará ir a plenário, já que tramita em caráter conclusivo. Depois, vai à sanção presidencial.

Governo quis aperfeiçoar os contratos
Uma questão polêmica envolvendo contratos de aquisição de imóveis pelo Minha Casa era a venda irregular. Pelas novas regras, que foram aperfeiçoadas para aumentar a eficiência do programa, o imóvel só poderá ser vendido antes de dez anos se a família quitar o seu valor total, incluindo o subsídio. A regra vale para famílias de menor renda e tem como objetivo evitar a venda precoce do imóvel. Outra novidade é a inclusão da modalidade que permite reforma em habitação rural para baixa renda.

Fonte: Correio 24 horas/Ayeska Azevedo e Agências/Divulgação

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Investimento na bolsa ou poupança é opção à compra de imóvel

terça-feira, 14 de junho de 2011

Foto: Alessandro Carvalho/Divulgação

Se os valores dos apartamentos parecem começar a afugentar os interessados, indicando uma acomodação do mercado imobiliário e expectativa de estabilização dos preços, o que diminuiria a atratividade de ganhos com os imóveis, o aluguel também parece seguir na mesma linha. O índice referente aos preços médios dos aluguéis residenciais em BH apresentou elevação de 0,71% em abril. No mesmo período, o IPCA/Ipead – indicador da inflação na capital mineira – mostrou elevação de 0,84%.
Marcos Camargos (foto), professor da disciplina mercado financeiro no Ibmec, faz uma comparação: “Se aplicarmos R$ 500 mil na poupança, teremos um rendimento de R$ 2.750 por mês. Mas com R$ 500 mil, facilmente se negocia com o banco um Certificado de Depósito Bancário (CDB) com rentabilidade de 12% ao ano, o que daria um rendimento mensal de R$ 4.744. Mas sobre esse lucro haverá um desconto do Imposto de Renda que varia de 15% a 22,5% de acordo com o prazo de manutenção do depósito”, ensina. Com isso, o ganho mensal ficaria entre R$ 3.676 e R$ 4.032.
Uma pesquisa em sites de imobiliárias revela valores de aluguel de apartamentos de três quartos nos bairros Buritis, Cruzeiro e Funcionários, respectivamente a partir de R$ 1,2 mil ; R$ 1,4 mil e R$ 1,5 mil. O que faz a alternativa de investir, em vez de comprar o imóvel, parecer atraente. Quem opta pelo investimento deve ser disciplinado. Deve ter em mente que não pode ficar fazendo retiradas desse dinheiro. Se a pessoa for assim, é preferível comprar o imóvel.
A liquidez do investimento é incomparável. O proprietário pode resgatar sua aplicação em 24 horas. No caso do imóvel, precisa de tempo até efetuar a venda. A diversificação dos investimentos também é recomendável. Para correr menos riscos, o sugerido por especialistas seria investir 70% em aplicações com lastro em renda fixa e os outros 30% em renda variável, com orientação de alguma corretora. A Bovespa também tem um produto batizado de Proteção do Investimento com Participação (POP). Ele permite a compra de ações com uma espécie de seguro, no qual, se a ação valorizar, o investidor ganha 80% da valorização. Se a ação desvalorizar, perde apenas uma pequena parte, pois na compra é estabelecido um valor mínimo de recompra.
Quem preferir um imóvel, uma boa opção parece ser as salas comerciais. Só entre fevereiro e março, elas apresentaram um aumento de 11,66%, segundo o levantamento mensal da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead-MG).

HISTÓRICO

Na visão de Ariano Cavalcanti de Paula, presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), a perspectiva é de crescimento do mercado imobiliário pelos próximos 15 anos. “De 2004 até junho de 2010 ocorreu uma valorização média dos imóveis de 147,66%, o que propiciou uma taxa efetiva de 1,38% ao mês. A taxa Selic ofereceu 129,32% no mesmo período, ou 1,27% ao mês. Ou seja, na média, os imóveis superaram as aplicações financeiras, perdendo apenas para alguns papéis da bolsa, como Petrobrás PN (taxa efetiva de 2,02% ao mês em 11 anos) e Vale PNA (taxa efetiva ao mês de 2,50% em 11 anos)”, garante.
Mas a grande dúvida é exatamente se o melhor momento para comprar o imóvel passou. Fez bom negócio quem comprou antes da valorização que já ocorreu e que, segundo Wanderlei Ramalho, coordenador de pesquisas do Ipead, parece ter chegado ao teto. “O crescimento, de 2007 para cá, se justifica até certo ponto. Não chega a ser uma bolha imobiliária, mas esse aumento começa a ser preocupante. Principalmente com esse crédito fácil. Até porque é amplamente sabido que brasileiro não se preocupa com o preço final, mas se a prestação cabe no bolso”, alerta.
A preocupação do especialista faz sentido. Os prazos dos financiamentos dobraram de 15 para 30 anos, o que permitiu uma prestação mais diluída e apropriada ao salário do brasileiro. O preço final dos imóveis, no entanto, disparou. De 2004 até hoje, o volume de financiamentos teve uma expansão de 300%. E, desde 2006, pelo menos 26 incorporadoras e construtoras fizeram a abertura de capital na Bovespa. “O mercado imobiliário está muito bom para quem constrói”, resume Wanderlei.

Fonte: Humberto Siqueira/Portal Lugar Certo/Jornal Estado de Minas

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