Começou ontem a Casa Cor Minas Gerais 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Foto: Thiago Ventura / EM / DA Press

Começou nesta terça-feira a 16ª edição da Casa Cor Minas Gerais. A mostra traz a Belo Horizonte 58 ambientes projetados para atender a todas as faixas etárias. Este ano, o evento acontece no Edifício Arcellor Mittal, no Centro. Se por um lado ficou mais fácil chegar ao local do evento, que foi na região da Pampulha em 2009, por outro, a circulação dentro do local ficou mais complicada, já que os ambientes foram distribuídos em quatro andares. Diante da grande quantidade de lançamentos e tendências, o Lugar Certo separou o que há de mais marcante nesta edição do evento. Confira: Sustentabilidade Nesta edição do evento, a sustentabilidade foi incorporada ao tema ''Sua casa, sua vida mais sustentável e feliz''. A preocupação ambiental aparece em vários ambientes, que utilizam madeira certificada, pisos em PVC e revestimentos em materiais naturais como o linho e a juta. Um dos ambientes que mais incorporou o conceito de sustentabilidade foi a adega projetada por Cioli Stancioli. Além da preocupação com materiais ecologicamente corretos, ele foi um dos únicos que promoveu a reutilização: o suporte das garrafas de vinho na parede é feito com latas de tinta. Em outra superfície, a parede é decorada com uma peça artística feita de papel.

Iluminação

A iluminação é destaque de vários ambientes, com lustres elaborados e muito investimento em iluminação indireta. As lâmpadas de LED ganham força, principalmente para destacar focos da decoração. No banheiro criado por Cristina Morethson e Ângelo Coelho, as lâmpadas de LED formam pequenos pontos luminosos na parede de seixos. O destaque de vários ambientes são os lustres e as lamparinas, que aparecem em uma grande diversidade de formatos, materiais e cores.

Tecnologia

Ambientes high-tech chamam a atenção na mostra. No banheiro decorado por Dênia Diniz a banheira e o chuveiro são auomatizados e podem ser controlados remotamente, via celular ou internet. Outro destaque é o iPad instalado no home cinema projetado pela arquiteta Flávia Roscoe. Todos os controles de iluminação e da TV no espaço são feitos através do gadget da Apple, colocado na parede.

Ditadura da TV

Parece que o conceito de conforto e diversão atualmente é quase totalmente ligado à TV. Enormes televisões de LCD estão presentes em quase todos os ambientes. Em muitos lofts, elas chamam a atenção como um dos principais elementos do ambiente. Há televisores até no banheiro. Em alguns ambientes, os aparelhos foram trocados películas em em vidros que servem como a tela da TV. A imagem é gerada por projetores que ficam pendurados no teto. Uma solução inteligente foi encontrada pela designer Ana Lúcia Rodarte. No ''quarto da Charlote'', a televisão fica escondida por trás de um vidro fumê e só aparece quando ligada. Quando desligada, o quarto volta a ser um local de descanso, sem a interferência do aparelho.

Corian

O corian, material composto por resina acrílica e minerais naturais, tem um efeito similar ao da laca e foi usado em vários ambientes. Os designers destacaram que uma de suas vantagens é a possibilidade de fazer móveis com curvaturas sem que haja emendas aparentes. Outra característica do material é que, por não ser poroso, ele é fácil de limpar. O corian apareceu em todo tipo de ambiente: desde o quarto do bebê até a cozinha. No quarto de bebê, as designer Jane Cabral e Sônia Melo desenharam uma bancada com banheira embutida branca, feita em corian. Já no escritório do publicitário criado por Ana Carolina Matos, o material é usado na mesa amarelo-gema, um dos destaques do ambiente.

Cores

Marrons e beges dominam a cartela de cores usadas nos ambientes. Na grande maiora dos espaços, o que se vê são cores austeras. Muito preto, branco, bege e tons terrosos. Os tons mais femininos, como o rosa e o roxo, ficaram nos detalhes. As cores fortes e mais primárias como o verde, azul, amarelo e vermelho ficaram relegadas aos espaços destinados aos jovens e as crianças. Nos quartos infantis, essas cores vêm sempre acompanhando um fundo branco.


Serviço: Casa Cor 2010Avenida João Pinheiro, 580De 24 de agosto a 5 de outubro Horário: Terça a sexta - de 14h às 22h, sábado - 13h às 22h, domingo - 12h às 19h. Preço: R$ 36,00 (idosos e estudantes pagam meia). Mais informações no site http://www.casacorminas.com.br/


Fonte: Luisa Brasil/Portal Uai

Adiar o registro do imóvel pode sair caro

segunda-feira, 23 de agosto de 2010


Foto: Google Imagens

O artigo 1.245 do Código Civil Brasileiro é claro: "transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis". Traduzindo: só a escritura não garante que o comprador seja o dono do imóvel. Um detalhe que muita gente desconhece, mas que poderia evitar prejuízos incalculáveis no futuro.
Segundo estimativa do presidente da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas (CMI), Kênio Pereira, 15% dos imóveis em todo o Brasil estão em situação irregular, a maioria por falta de registro da escritura. "O brasileiro é muito crédulo. Ele acha que aquele documento onde está escrito que ele é proprietário do imóvel já vale. E isso não é verdade. Tem que registrar", explica.
De acordo com o presidente do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (Irib), Francisco José Rezende dos Santos, um imóvel não registrado continua pertencendo ao vendedor aos olhos da Justiça. Ou seja, um juiz pode determinar o sequestro do bem para quitar uma dívida do verdadeiro proprietário. "Nesse caso, cabe ao comprador apenas entrar com uma ação por danos morais. Mas não tem como reaver o bem, afinal, a falha foi dele, que não registrou", explica.
Para quem vende, a situação não é mais confortável. Se o comprador deixar de pagar o IPTU ou mesmo o condomínio, a dívida será cobrada de quem vendeu.
Segundo especialistas em mercado imobiliário, a maioria das pessoas que deixam de registrar a compra do imóvel se justifica pelo alto custo do processo. O valor pode chegar a 6% do total do imóvel. "As pessoas fazem o contrato de compra e venda e relaxam. Quem é mais simples protela mais, pois o valor faz mais diferença no bolso", explicou.
Para se ter uma ideia, quem compra um apartamento no valor de R$ 200 mil vai gastar cerca de R$ 8.000 com a transferência do imóvel. O primeiro montante fica no cartório de notas, que vai lavrar a escritura. Pela tabela, o valor da compra corresponde a uma taxa de R$ 1.284,95. Depois, é hora de pagar o Imposto sobre Transferência de Bens Imóveis (ITBI), recolhido pela prefeitura. A alíquota é de 2,5%. No exemplo dado, o imposto seria de R$ 5.000.
Por último, o novo proprietário terá que registrar a escritura no cartório de registro de imóveis, onde vai pagar mais R$ 1.284,95 de taxa. "Muitas vezes, a pessoa gasta todo o pé-de-meia para dar a entrada no imóvel e não sobra para pagar as taxas. Aí, vai adiando a situação e correndo risco. Tudo por falta de planejamento financeiro", explica Francisco José Rezende dos Santos, presidente do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (Irib).

Fonte: Aline Labbate/Jornal Super Notícia

Consórcio de imóveis cresce 8,7% no primeiro semestre

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O número de participantes de consórcios de imóveis no Brasil cresceu 8,7% no primeiro semestre de 2010, em relação ao mesmo período de 2009, segundo números divulgados pela ABAC - Associação Brasileira de Administradora de Consórcios, nesta semana. Atualmente, são 562 mil consorciados no setor de imóveis até junho de 2010, enquanto em 2009 eram 517 mil participantes. A venda de novas cotas cresceu 12,2% de janeiro a junho deste ano (110 mil), quando comparada ao mesmo período do ano passado (98,2 mil).
De acordo com o presidente da ABAC, entre os fatores que motivaram o aumento estão o crescimento da participação das classes C e D, a inexistência de juros e as novas regras de uso do FGTS, que permitiram ao contribuinte o uso do Fundo para a participação em consórcios. Esses fatores provocaram o crescimento dos consórcios em outros setores, como o automobilístico e o de eletrodomésticos. A segurança no emprego e a economia aquecida também são apontadas pela ABAC como razões para o aumento no interesse pelos consórcios.

Fonte: Luisa Brasil/Portal Uai

Descompasso entre oferta e procura eleva preços de imóveis em BH

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Foto: Eduardo Almeida / RA Studio


Em Belo Horizonte, o descompasso entre a oferta e a demanda por imóveis residenciais para locação permanece e eleva os preços do aluguel, especialmente para unidades de padrão médio e popular. Nos seis primeiros meses do ano, segundo pesquisa realizada pela Fundação Ipead, em parceria com a Câmara do Mercado Imobiliário e o Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), o reajuste médio do aluguel residencial acumulou alta de 7,21%, enquanto a inflação na capital, medida pelo IPCA-Ipead, ficou em 3,5%.
No semestre, a oferta de imóveis residenciais, que antes já era considerada insuficiente para atender a demanda, caiu 11,46%. De acordo com Ariano Cavalcanti de Paula (foto), presidente da CMI/Secovi-MG, o mercado esperava para este ano que os reajustes dos aluguéis fossem mais próximos aos índices inflacionários, com uma tendência de equilíbrio, com a entrada em estoque de parte das unidades oriundas de novos empreendimentos erguidos na cidade.
"Mas, a oferta de imóveis não cresceu na proporção que esperávamos. Ao contrário, a pesquisa indica uma oferta negativa", admite. Ele lembra que o levantamento reflete uma amostra do mercado, com maior ênfase em imóveis destinados à média e baixa renda, justamente os mais demandados pela população.
Para Ariano, a baixa oferta de imóveis para locação, apurada pela pesquisa, pode indicar que as novas unidades residenciais de padrão econômico alto têm sido adquiridas para uso próprio, e as de padrão médio, compradas por investidores, ainda não representam volume suficiente para suprir a demanda do mercado.
O presidente da CMI/Secovi-MG prefere não traçar cenários possíveis para o mercado no segundo semestre. "Antes, a previsão era de que a variação do aluguel continuasse superior à da inflação, mas com um descolamento menor, tendendo ao equilíbrio. Não sei se até o fim do ano teremos um quadro que espelhe isso", diz.

Fonte: Denise Menezes/Jornal Estado de Minas

Adiamento da parcela do financiamento

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Foto: Jornal Extra/Divulgação

Na guerra para conquistar clientes, os bancos estão fazendo de tudo. A competição que antes era baseada na taxa de juros e nos serviços incluídos, agora chegou às condições de pagamento. Quem ganha com isso é o cliente, que agora pode escolher começar a pagar as prestações do financiamento imobiliário até seis meses depois de fechado o contrato.
O Banco do Brasil (BB) é um dos que oferecem carência de até seis meses na compra de um imóvel. Segundo José Henrique Silva, gerente executivo de Empréstimos e Financiamento do banco, o benefício ajuda o cliente a equilibrar o orçamento nos meses próximos à conclusão do negócio: “Nem todos estão prevenidos para despesas de mudança e mobiliário quando compram um apartamento.”
Esse foi o caso de Taíssa Abdala, designer de 32 anos. Ela realizou o sonho da casa própria com um financiamento do Banco do Brasil e optou por dois meses de carência: “Esses meses sem pagar me ajudaram a juntar dinheiro para comprar os móveis e realizar algumas obras.” Além do Banco do Brasil, o Bradesco e a Caixa Econômica Federal oferecem carência de até seis meses. Na Caixa, o benefício é válido somente para alguns tipos de convênio, como para funcionários de ministérios.
Além de empurrar as primeiras parcelas para depois, os bancos oferecem outras vantagens. A Caixa, por exemplo, permite que o cliente altere a data de pagamento das parcelas. Basta ir à agência e pedir a mudança. O Santander dá ao cliente a possibilidade de escolher um mês por ano para não pagar a prestação. No período em questão, o mutuário quita somente o juros e a taxa de manutenção do contrato. O Banco do Brasil também oferece a vantagem de um mês sem pagar a cada ano, e chama o serviço de “prestação pula”.
“Alguns meses, como janeiro e fevereiro, concentram muitas contas. A opção serve para que o cliente melhore seu fluxo de caixa. Nós nos adequamos à sua capacidade de pagamento”, diz José Henrique Silva, do Banco do Brasil.

SIMULADOR - Em quase todos os sites de bancos é possível simular o financiamento. Em alguns deles, pode-se enviar a proposta online. Contudo, ela não é garantia de crédito, e o cliente continua obrigado a ir ao banco. A diferença, nesses casos, é que a instituição recebe os dados do mutuário com antecedência, agilizando o processo.

SERVIÇO E CONDIÇÕES - Juros: 8,4 % ao ano mais Taxa Referencial (TR). Prazo de pagamento: até 360 meses. Percentual de financiamento: até 90% do valor do imóvel. Comprometimento da renda: até 30% do rendimento líquido.

CAIXA- Valor do imóvel: até R$80 mil. Juros: de 5% a 8,16% ao ano mais TR. Prazo de pagamento: até 360 meses. Percentual de financiamento: até 80% do valor do imóvel.

BRADESCO - Imóvel: até R$500 mil. Juros: 12,79% ao ano mais TR. Prazo de pagamento: até 360 meses. Percentual de financiamento: até 80% do valor do imóvel. Comprometimento da renda: até 30% do rendimento líquido.

SANTANDER - Valor do imóvel: a partir de R$40 mil. Juros: de 8,9% a 11% ao ano mais TR. Percentual de financiamento: até 80% do valor do imóvel.

ITAÚ - Valor do imóvel: a partir de R$62.500. Juros: 11% ao ano mais TR. Prazo de pagamento: mínimo de 12 meses e máximo de 360 meses. Percentual de financiamento: até 80% do valor do imóvel. Comprometimento da renda: até 35% do rendimento líquido.

Fonte: Jornal Extra/Maria Clara Serra

BH: vendas puxam avanço do mercado imobiliário

terça-feira, 20 de julho de 2010

Foto: Portal Uai/Divulgação

A queda do desemprego, o aumento do poder de compra, o crédito facilitado e a maior confiança na economia têm beneficiado o desempenho do setor imobiliário na capital mineira. De acordo com representantes do segmento, no acumulado ddo primeiro semestre, o volume de negócios cresceu em até 35% na comparação com igual período anterior. Diante do resultado, a aposta da atividade é de incremento maior nos seis meses finais e incremento de 40% no ano, frente a 2009.
Segundo o sócio-diretor do grupo Casa Mineira Corretora de Imóveis, José Messias dos Santos, a empresa comercializou 700 imóveis até junho, 25% acima do mesmo intervalo do ano passado. Do total, 60% das unidades foram voltadas para a área residencial. "A procura por imóveis comerciais tem sido grande, mas a oferta é menor. Por isso, os negócios acabam sendo mais movimentados pelos residenciais", informou. Ainda segundo ele, dos negócios fechados, 25% foram para locação e 75% para venda.
Conforme Santos, o desempenho foi puxado pela maior oferta de crédito e a segurança que o investimento em imóvel representa. Para ele, o crescimento contínuo na demanda impactará nos preços. "A tendência é de um aumento dos preços dos aluguéis e das vendas e a procura também vai aumentar", apostou. Para 2010, ele prevê um crescimento da ordem de 40% em relação a 2009.
A Caixa Imobiliária também reflete o aquecimento do setor, com avanço de 15% no semestre, ante igual acumulado de 2009. Segundo o diretor da empresa, Kênio de Souza Pereira, o resultado também pode ser atribuído ao programa federal, "Minha casa, minha vida", além do retorno dos investidores em imóveis.

Vendas

Segundo ele, devido a este quadro, a comercialização tem sido o carro-chefe dos negócios da empresa. "Os contratos de aluguéis continuam a aumentar, mas não com a força do ano passado", afirmou sem revelar maiores detalhes. Pereira projeta expansão de 20% no ano, face a 2009.
A alta na demanda e nas vendas também foi registrada pela imobiliária do grupo Habitare. Conforme o diretor de Relacionamento, Ercílio Caldeira, de janeiro a junho o volume de negócios da empresa aumentou cerca de 35% na comparação com igual intervalo do ano passado. "A procura foi bastante favorável aos negócios da empresa. Para se ter uma ideia, a venda de imóveis dobrou neste período em relação ao primeiro semestre do ano passado. Já no que se refere à locação, este aumento foi da ordem de 20% na mesma base de comparação", destacou.

Predominância

A Imóveis Líder BH é outra corretora que registrou incremento na receita até junho. Segundo o proprietário da empresa, Izaías Alves Nonato, foram comercializadas 90 unidades no semestre. O número é 30% superior ao de igual período de 2009. "O incremento se deve a uma série de estratégias adotadas pela empresa nos últimos meses, entre elas, a adesão a uma rede de imobiliárias, em que várias empresas do segmento dividem o mesmo banco de dados", afirmou.
Segundo ele, os contratos de venda de imóveis responderam por mais de 65% dos negócios efetuados no período, enquanto os contratos de locação responderam pelo restante (35%). "O carro-chefe da empresa sempre foi a venda de imóveis", destacou. Diante do cenário favorável, o proprietário da Líder BH acredita em um aumento da ordem de 40% nos negócios no acumulado do ano frente ao registrado no exercício anterior.
Fonte: Mara Bianchetti/Jornal Diário do Comércio

Morar bem é... Ter uma casa com a nossa cara e energia

terça-feira, 13 de julho de 2010

Foto: Eduardo Almeida/RA Studio

Sabe aquele sentimento que temos de que a nossa casa é o melhor lugar do mundo, mesmo estando num hotel cinco estrelas ou num lugar preferido, na casa de um parente mais próximo e querido e, mesmo assim, sentirmos aquela sensação gostosa de voltar para casa? Isso é perceber que a nossa moradia tem a nossa energia. Todos os nossos pertences têm a nossa cara, perfil, costumes, nossa história.Talvez esta moradia não seja da forma que você deseja ou sonha, mas é seu local preferido, que dá suporte e segurança, onde você pode sorrir ou chorar quando bem entender. Nos traz presença e conexão com a nossa verdadeira pessoa. É claro, melhor ainda se esse lugar for do seu sonho, que tenha quase tudo que você deseja. Que seja acordar e ter uma bela vista do nascer do sol e assim perceber a energia divina, ou ouvir pássaros cantar e à noite ver as estrelas, ou que tenha uma pequena horta, bons livros, ou quem sabe apenas uma simples cozinha para fazer saborosos pratos. E, ainda melhor, ter pessoas amadas para desfrutar com você bons momentos.Para mim, morar bem não é luxo, é estar de acordo com seus desejos e vontades, sejam eles quais forem, pequenos ou grandes, no seu cantinho predileto. Independentemente de qual seja sua moradia, simples ou chique, ao criar momentos agradáveis, sozinho ou com pessoas queridas, você se conecta com sua alegria interior, e aí sim você sente o que é viver verdadeiramente.Sempre sonhei em construir minha casa. Esse sonho se prolongou durante meus 25 anos de casada. Um dia depois de completar a data, me mudei para a casa dos meus sonhos e considero isso um grande presente. Essa conquista foi alcançada com muito trabalho, disciplina e persistência e, muitas vezes, abrindo mão de outras coisas boas com um propósito só: construirmos juntos, eu e meu marido, o nosso tão desejado lar: morar com qualidade de vida.Nesse sonho incluía a alegria de nossos filhos, que, desde pequenos, desejavam uma casa com espaço para receber os amigos, pois sempre moramos em apartamentos reduzidos. Aos poucos, fomos mudando de um apartamento para outro, mas sempre economizando e economizando. Assim surgiu a oportunidade de comprarmos um lote em um condomínio e construir nossa casa em apenas um ano. Concretizamos nosso tão almejado sonho e aqui estamos, felicíssimos. Imagine eu, arquiteta de interiores, que sempre tive um projeto prontinho que só faltava realizar... E que agora virou realidade.Às vezes, olho para trás e percebo que alegria é quando aproveitamos o momento presente, aqui e agora. Considero que sempre morei bem, pois em todas as nossas moradias fiz delas a nossa cara, a nossa energia, a mais gostosa possível, com a maior dedicação e carinho. Deixam saudades, pois eram meus cantinhos prediletos, mas ficaram para trás porque outros espaços foram consagrados da mesma forma. Foram ao todo, em 25 anos, seis mudanças e agora com a casa, a sétima. Espero vivenciar muito por aqui, afinal ainda tenho muito a construir e passar muitos momentos felizes com minha família e pessoas especiais em minha vida.Meu maior sonho sempre foi morar bem perto da natureza, ver o sol nascer, ter espaço para plantar, caminhar com segurança, receber amigos com conforto, e hoje consegui tudo isso. Digo sempre às pessoas que nunca desistam do que querem, seja o que for... Usando a força do pensamento, a energia da vontade, a gratidão e, é claro, correndo atrás, conseguimos tudo que queremos. Isso nos faz crescer e acreditar que sempre há uma força maior que nos impulsiona.Para mim, morar bem é vivenciar de corpo e alma o local em que vivemos, seja ele qual for, pois você pode fazer dele seu espaço predileto, sua energia e vibração, sua cara e construir sua história.
Fonte: Márcia Pacheco/Portal Lugar Certo

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